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Empreendedorismo no ensino superior para o desenvolvimento da nossa região

Empreendedorismo no ensino superior para o desenvolvimento da nossa região
No entanto, na década passada com o início da transformação digital, houve uma mudança de comportamento, principalmente com os mais jovens. Prova disso, é a vida noturna e gastronômica da cidade, com locais cheios de personalidade e inovação.
 
Muito dessa inovação passou pelas mãos de jovens, com forte inspiração no Vale do Silício dos EUA, justamente pela identificação com as startups: Google, Facebook e Instagram nasceram na Universidade.
 
Agora, com a consolidação da transformação digital e o avanço de temas como Realidade Virtual, NFT e Metaverso, a participação de jovens é essencial para o desenvolvimento de um novo cenário na região.
 
Para termos uma dimensão melhor, boa parte do desenvolvimento do Metaverso está atrelado à indústria de jogos, como o Free Fire, GTA e Fortinite. Marcas como Brahma e Carrefour têm investido pesado aqui no Brasil criando bares e supermercados neste ambiente virtual. 
 
A aprendizagem colaborativa também é uma das projeções para a educação, demonstrando a importância do aluno ter autonomia e participar ativamente do processo educacional, fazendo uma imersão no conteúdo estudado.
 
Por isso, a nova cara do ensino superior não é só preparar o aluno para o mercado de trabalho. Ele deve se preparar também para empreender, inovar e ser encorajado a tirar ideias do papel. Isso envolve também preencher lacunas do ensino médio aqui no Brasil, como finanças e educação financeira, marketing para área de exatas e empreendedorismo.
 
Até porque o número de empreendedores brasileiros com empresas com mais de 3,5 anos cresceu no Brasil em 2021, por exemplo. São 14 milhões de pessoas de 18 a 64 anos, ou 9,9% da população adulta, que comandam um negócio do tipo no país.
 
O percentual representa uma alta de 1,2 ponto percentual em relação a 2020. Com isso, o Brasil saiu da 13ª posição no ranking de empreendedorismo mundial para a 7ª. Esses dados são da GEM (Global Entrepreneurship Monitor) 2021 lançada em março deste ano.
 
Além disso, as organizações valorizam, cada vez mais, os profissionais que apresentam um perfil empreendedor, ou seja, que agem internamente como se fossem os donos do negócio. Esse tipo de característica também é conhecida como intraempreendedor, ou intrapreneur em Inglês, que significa aquele que assume a responsabilidade pelas inovações, iniciativas e pelo sucesso da empresa em geral.
 
Como nunca, tornou-se vital possuir uma especialização inspirada no empreendedorismo e na liderança, que desenvolva todas as competências técnicas, gerenciais e comportamentais necessárias para que se atinja uma posição de destaque e sucesso dentro da companhia.
 
Nossa missão é desenvolver nos alunos o ‘saber fazer’, pois muitos executivos talentosos não estão conseguindo exercer essa habilidade com êxito hoje em dia. O eixo de desenvolvimento das competências comportamentais, gerenciais e técnicas; o eixo das competências técnicas da área de interesse e, por último, o eixo das competências de especialização.
 
*Renato Melo é professor da ESAMC Santos e está à frente do Mucha Breja e Marketing de Minuto. Formado em jornalismo, fez parte da primeira turma de MBA em Marketing Digital e Redes Sociais de Santos.