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Professores universitários de Santos realizam projeto social de economia criativa e arquitetura, selecionado para evento do G20 em Veneza

Professores universitários de Santos realizam projeto social de economia criativa e arquitetura, selecionado para evento do G20 em Veneza
Professores universitários de Santos realizam projeto social de economia criativa e arquitetura, selecionado para evento do G20 em Veneza
Alessandro Lopes e Luciano Simões são os autores do projeto que une arte, economia, sustentabilidade e responsabilidade social, escolhido pela Saphira & Ventura Gallery, com sede em Nova Iorque

Batizado de 4U Project (leia-se For You Project, livremente traduzido do inglês, ‘Projeto para você’), a proposta de Alessandro Lopes tem o objetivo de valorizar e desenvolver capacidades de pessoas em situação de vulnerabilidade social dentro de suas comunidades, e foi escolhida para integrar uma exposição sobre temas relativos à importância de soluções sustentáveis ​​para o clima mundial e a sobrevivência da humanidade.
Atuante em arte, design e arquitetura, com sede em Nova Iorque e representações em seis outras cidades, incluindo São Paulo, a galeria Saphira & Ventura selecionou projetos de 12 arquitetos do mundo todo para serem apresentados em evento que precede o G20, encontro de líderes das maiores economias mundiais, marcado para ocorrer em outubro, em Roma, capital da Itália.
As apresentações dos projetos selecionados acontecem antes, em Veneza, entre 7 e 11 de julho de 2021, na galeria Tanarte Spazio Tana, no Arsenal (antigo estaleiro e base naval), em evento intitulado Soluções de Sustentabilidade G20, que reúne mostra de design, arte, arquitetura, e a exposição Vozes da Amazônia, que valoriza as riquezas da floresta tropical, seu povo e os benefícios para o Brasil e o mundo.
Neste evento do G20, também será anunciada a primeira Bienal Internacional de Arte da Amazônia, chamada Bienal AMA + ZÔNIA 2022, um evento internacional de arte, arquitetura e design – na qual o projeto dos professores Alessandro Lopes e Luciano Simões também será exposto – com artistas brasileiros e internacionais, designers, arquitetos, cientistas, sociedade civil e representantes de governos e órgãos nacionais e internacionais que apoiam a sustentabilidade da região.
Alessandro Lopes revela ter desenvolvido o 4U Project entre 2017 e 2018, com o antigo nome de Criarte, para a Baixada Santista, em co-autoria como economista Luciano Simões – o business plan do projeto, que é quem faz o plano de negócios de um empreendimento, e também professor de Economia da ESAMC Santos e Delegado no Conselho Regional de Economia, evento voltado à sustentabilidade na região. “Era um projeto que estava engavetado, mas resolvi revisitá-lo. Na avaliação da galeria, o projetoé totalmente sustentável e atende aos anseios da Europa nessa questão”, explica Lopes.
O projeto
Os autores do projeto destacam que o 4U Project não fica a dever a nenhum outro projeto social, por meio demódulos com o objetivo de capacitar e preparar jovens para atuar profissionalmente dentro do ambiente no qual estão inseridos, valorizando conhecimentos e saberes: “É o que eu chamo de ‘envelhecimento da comunidade’ ou da favela, pois o projeto deve ser implantado dentro de uma comunidade consolidada, num sistema de co-working, com princípios de mestres de ofício”, explica Lopes.
“A oportunidade de geração de renda para os alunos e mestres e de ser autossustentável economicamente, confere a este projeto uma grande liberdade financeira que poderá mudar vidas dentro das comunidades, observem que poderá ser uma renda extra para os instrutores, mas um novo ofício para os jovens, que também ganharão com a venda de seu serviço”, explica Simões.
As oficinas ocorrem em um espaço colaborativo, a ser construído ou adaptado em sistema de mutirão, com o uso de um material bastante moderno, versátil e sustentável, que são os pallets. “Proponho o uso do pallet como estrutura, por ser modular e um material que remete à sustentabilidade e cria a possibilidade de ensinar às pessoas que dá para construir e fazer habitações com o uso de pallets, seja por meio de doações, tudo de forma bem artesanal, de pertencimento e arte que pede o projeto”, descreve Lopes.
O arquiteto enfatiza que o projeto está disponível para conhecimento e apresentação para implantação no Brasil. Apoiadores e empresas podem se aproximar para colaborar com sua realização